
A localização geográfica dos Açores, os seus fundos oceânicos, a temperatura das águas e as correntes marinhas que rodeiam o arquipélago, são algumas das razões para que todos os anos, de Maio a Outubro, passem baleias e golfinhos ao largo das nossas ilhas.
Durante 2 séculos, o cachalote foi a baleia que fez parte da vida e da cultura das populações das ilhas, sendo uma das principais fontes de rendimento na economia familiar. Durante a caça à baleia os açorianos sempre resistiram às inovações tecnológicas, como a utilização do canhão e a outro modo de caça que não fosse nos barcos de boca aberta, o bote baleeiro.
Na sequência da Convenção Internacional Baleeira, a caça nos Açores terminou em 1984, mas continuou a fazer parte do imaginário das gentes, nas obras literárias e no artesanato local. Assim se deu outro passo, desta vez, no sentido da conservação do cachalote e de outras baleias e golfinhos que por aqui passam.
Em apenas 5 anos os Açores transformaram a caça à baleia em observação e investigação. Em 1989, iniciava-se a actividade comercial de Observação de Cetáceos nos Açores e a baleia tornou-se num símbolo de conservação e um objectivo para a maioria dos visitantes.
No Faial todo este património pode ser visitado na antiga Fábrica da Baleia de Porto Pim, que contribui para a compreensão histórica, económica e social desta actividade.
The Telegraph


