
Os Açores são apenas a parte visível de um enorme conjunto de vulcões submarinos, em pleno Atlântico Norte e, com um olhar atento, encontramos vestígios da actividade vulcânica das ilhas um pouco por toda a parte.
Na ilha do Faial foi registado o último grande fenómeno vulcânico, que ocorreu entre Setembro de 1957 e Outubro de 1958. Como que um cachalote que emerge do fundo do Oceano para a superfície, assim acordou o Vulcão dos Capelinhos que apareceu a meia milha da ponta Noroeste do Faial e mais tarde se uniu à ilha.
As primeiras descrições do evento, ainda debaixo da escuridão da manhã de Setembro, relatam o aparecimento de um “cardume” de baleias, bem junto à costa, e há mesmo quem diga que chegou a ser dada ordem de saída aos botes baleeiros. Este vulcão durou 13 meses e deixou um rasto devastador, sobretudo na estrutura demográfica do Faial, cuja população ficou extremamente reduzida, devido a uma forte emigração.
Os vulcões são parte da cultura, história e vivências açorianas. Temidos por um lado: sinais de destruição; são adorados, cantados e pintados por artistas novos e velhos.


