
Em 2008, o Pedro realizou o seu sonho: fazer das baleias o seu dia-a-dia. Nasceu na Parede, mas tem alma alentejana e um pé no Atlântico. Das histórias de infância, contadas pelo pai, ficaram a de Moby Dick* e já aí, na luta travada entre o homem e o monstro nadador, era do lado deste que estava. Entre as suas escolhas na vida, estudou psicologia e mais tarde tentou as leis, mas o seu espírito é livre e é ao leme do Risso, que experimenta todos os dias essa liberdade. Apaixonou-se por uma açoriana e em 2003, muda-se para o Faial. Não é “homem cá da terra”, como se diz nas ilhas de Bruma, mas as ilhas já são também dele, pois veio pelo coração e é ao lado da sua mulher, Carla, bióloga Marinha, que vive o seu sonho.
Nas suas viagens, cada dia é uma aventura e é assim que gosta de viver todos os momentos, em especial com aquele que, para ele, é o rei dos mares, o Cachalote. Quem parte com o Pedro em viagem, vem sempre com uma história para contar e, à tardinha, quando vira as costas ao Pico, os seus olhos dizem tudo, depois de um dia feito no mar.
Está entre as 100 melhores frases de abertura de romances na literatura mundial?
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